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27.9.11

Alimentação na Cirurgia de Redução de Estômago

Postado por FICsDaPaulinha |


Vista por muitos como uma forma preguiçosa de melhorar a estética e a saúde, a cirurgia tem contribuído para outros aspectos além do emagrecimento, como reduzir a propensão ao câncer e curar o diabetes do tipo 2 . Mas essa é uma solução que condena o paciente a mudanças permanentes no seu estilo de vida.

É uma intervenção cirúrgica recomendada a obesos mórbidos (IMC – o peso dividido pela altura ao quadrado – maior que 40) e também para obesos que apresentam IMC de 35 a 40 kg/m2com complicações graves associadas à obesidade, como falta de ar, diabetes e hipertensão.

Após a cirurgia é necessário mudar para sempre os hábitos alimentares: mastigar muito bem os alimentos e comer aos poucos, pois as modalidades cirúrgicas limitam a capacidade e o fluxo de alimentos no estômago. Isso mostra que, mesmo com a cirurgia, para uma perda de peso efetiva, deve haver mudança também de comportamento.

Essa baixa ingestão alimentar faz com que a carência de nutrientes como ferro, zinco, potássio e vitaminas torne-se normal nesses pacientes após a cirurgia, além da possibilidade de surgirem complicações mais graves.

Estudos mostram a eficácia do procedimento, que pode contribuir com perda de até 70% do excesso de peso de obesos mórbidos. Porém, nos casos em que os pacientes engordam, 60% não fizeram o acompanhamento nutricional e 80% não frequentaram sessões com psicólogo após a cirurgia.

Pacientes que não mantêm o acompanhamento nutricional, médico e psicológico no pós-cirúrgico tendem a ganhar peso e a sofrer consequências como osteoporose e deficiências nutricionais.

Antes da cirurgia, grupos multidisciplinares buscam mostrar ao paciente o significado da intervenção: se tudo der certo, o primeiro mês do pós-cirúrgico será à base de líquidos e o resto da vida se seguirá com uma alimentação bem controlada, com refeições fracionadas, em pequenos volumes, pobre em gordura e açúcar, e rica em vitaminas e minerais, além de comprimidos de suplementos alimentares. Dessa forma, o nutricionista pode ajudar com técnicas de preparo dos alimentos para conservar e aproveitar melhor os nutrientes.

Apesar de bem sucedida, a cirurgia é a última opção para solucionar um problema que, de certa forma, poderia ser evitado e evolui diariamente no mundo todo. Estudos recentes mostram que a obesidade se desenvolve em indivíduos predispostos expostos a condições ambientais e comportamentais favoráveis, como o sedentarismo e a dieta rica em calorias.

São necessários novos planejamentos para a saúde, com conscientização da população para mudanças no estilo de vida de maneira integrada. Práticas regulares de atividade física e melhores hábitos alimentares, com menos calorias e mais frutas, legumes e verduras reduziriam o problema de obesidade, quando distúrbios metabólicos não são os responsáveis pelo mau funcionamento do organismo.

Portanto, faça mudanças saudáveis na sua alimentação e da sua família. Eduque o hábito alimentar de seus filhos para que eles aprendam a selecionar melhor o que vão comer no futuro, cultivando o paladar para alimentos naturais e livres de gorduras. Antes de tomar qualquer decisão drástica para o seu problema ou se tiver dúvidas, procure um nutricionista, que é o profissional mais apto a lhe orientar nas melhores escolhas alimentares e a montar seu planejamento alimentar.
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