Blog da Paulinha

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30.6.11

Cuidados Nas Viagens

Postado por Autora Paula R. Cardoso Bruno |

Por que é importante falar sobre cuidados nas viagens
 
Viagens é um tema muito pouco debatido em nossas comunidades. Ele faz parte de um extenso conjunto de assuntos erroneamente considerados particulares, cujo interesse se restringe ao viajante e sua família (ou colegas de trabalho). Dentro dessa mentalidade, ao longo da vida essas pessoas aprenderão — ainda que experimentando, por ensaio e erro — a fazer uma série de escolhas e a atentar para alguns cuidados e procedimentos na hora de viajarem. Assim, um dia, depois de adquirirem muita experiência, é possível que a viagem se transforme num evento razoavelmente bem sucedido. Porém, nessa jornada, muitas das viagens que deveriam trazer prazer acabam se tornando desagradáveis — e em alguns casos trágicas — para as pessoas envolvidas.

Naturalmente, é impossível prever grande parte das situações que enfrentaremos numa viagem; entretanto, outras são previsíveis e o viajante é o principal responsável por elas. Qualquer viagem — e em particular a de férias — deve ser bem planejada, caso contrário pode vir a transformar-se numa dor de cabeça.

É preciso que esse planejamento seja feito sempre, e ele deve incluir a escolha criteriosa do lugar de destino. Para essa escolha, devem-se levar em consideração, entre outros, fatores tais como sua situação geográfica, seu clima e a diversidade de serviços que a cidade ou região oferece a seus habitantes e aos turistas Informações  sobre a região a ser visitada podem ser conseguidas com pessoas que já estiveram na localidade.

É importante verificar as condições sanitárias do lugar (água tratada, rede de esgotos e serviço de coleta de lixo), saber se a região é área de risco de doenças contagiosas, e nunca desprezar informações sobre possíveis epidemias ou acidentes ambientais divulgadas pela mídia. Estes assuntos andam juntos porque muitas doenças são amplamente difundidas e tornam-se epidêmicas em função da inexistência de serviços sanitários em muitas de nossas comunidades, onde é comum toda a população do lugar contrair doenças, como a esquistossomose e a hepatite, por exemplo, por ignorar que a água está poluída ou por desconhecer os problemas que podem vir do uso e da ingestão desta água.

Quanto ao clima, deve haver preocupação em escolher-se um local que não ofereça riscos previsíveis. Férias com chuvas, por exemplo, podem ser muito perigosas tanto em cidades litorâneas como em montanhas, até porque, no caso destas últimas, os rios costumam encher rapidamente durante as tempestades e podem carregar pessoas que porventura estejam dentro d’água ou em suas margens. Mas não é somente a chuva que deve preocupar o viajante: mesmo as regiões de clima mais ameno ou ensolarado têm condições específicas que merecem ser levadas em consideração.

No Brasil e em toda a América do Sul devemos prestar atenção especial aos raios solares, especialmente se nos expomos a eles por muito tempo e em horários inadequados. É preciso evitar a insolação e os raios ultravioletas, que provocam queimaduras e oferecem risco de virmos futuramente a contrair câncer de pele.

Outra questão muito importante refere-se aos cuidados a serem tomados quando se opta pelo carro como meio de transporte, e isto em função dos altos índices de acidentes e mortes nas estradas brasileiras, na maior parte das vezes causados por fatores que denotam a falta de conscientização quanto aos perigos de o motorista dirigir embriagado, cansado ou por não respeitar a sinalização e os limites de velocidade específicos de cada trecho de uma estrada.

Assim, planejar uma viagem é pensar em tudo que garanta a saúde, a segurança e o conforto do viajante. Isto começa pela escolha do lugar para onde ele irá e do meio de transporte que utilizará para locomover-se.

No caso de uma viagem de férias, devem-se levantar informações sobre vários possíveis locais, levando em consideração o clima e os serviços (inclusive os sanitários) oferecidos pela cidade ou região que se pretende visitar. Quanto mais se obtiverem informações sobre as atrações turísticas e a infra-estrutura disponíveis, maior será a chance de as férias serem bem aproveitadas por toda a família. Por via das dúvidas, quem toma algum medicamento regularmente deve levar um estoque para todo o período, pois o produto pode não ser encontrado nas farmácias locais.

A própria escolha de hotéis e restaurantes deve ser criteriosa, pois é possível conjugar bons preços a uma qualidade razoável, sem falar que, independentemente do preço, todos devem seguir rigorosos procedimentos de higiene. Aliás, as pessoas precisam saber que qualquer problema relacionado à higiene de restaurantes, hotéis, farmácias, bares e outros estabelecimentos deve ser comunicado ao serviço de vigilância sanitária da  Secretaria de Saúde do Município.

Se a escolha recair em viajar de carro, o primeiro passo é fazer uma boa revisão no veículo antes de tomar a estrada. Esta revisão passa por duas etapas: uma em casa e outra na oficina.

A revisão que se faz em casa inclui a checagem de todos os equipamentos obrigatórios e da parte elétrica do carro. Assim, é importante conferir o estado de conservação do estepe, o prazo de validade do extintor de incêndio, o funcionamento do limpador de pára-brisa, das setas, do pisca alerta e da luz de freio. O estado do cinto de segurança deve merecer uma atenção especial. No porta-malas, deve-se deixar macaco, chave de roda, triângulo e maleta de ferramentas em local de fácil acesso, evitando tirar toda a bagagem do carro no caso de se precisar trocar um pneu. No porta-luvas devem estar os documentos pessoais e os do carro; mapas, o número de telefone e o cartão do socorro mecânico, cartões ou fichas telefônicas.

Na oficina, o mecânico regula os faróis, checa o motor, os freios e a suspensão do carro. Verifica os amortecedores, o alinhamento de direção e o balanceamento das rodas, para que o carro tenha mais estabilidade nas curvas. Além disso, verifica a necessidade de trocar o óleo.

Uma vez iniciada a viagem, devem-se tomar informações sobre as condições das estradas, evitando sustos e acidentes com caminhos esburacados, íngremes e outros. De qualquer modo, por melhores que sejam as pistas, nunca se deve dirigir com excesso de velocidade nem ultrapassar outro veículo em locais proibidos ou pela direita. Em caso de chuva ou neblina, é necessário acender os faróis baixos e diminuir a velocidade.

E por mais redundantes que possam parecer, sempre devemos reforçar os procedimentos mais óbvios: o uso obrigatório do cinto de segurança, a total impossibilidade de alguém dirigir alcoolizado, a inadequação do uso de chinelos ou sandálias, que podem atrapalhar as manobras.
Finalmente, as pessoas devem ser orientadas no sentido de cuidarem bem do lugar que irão visitar. Por exemplo, elas devem colocar o lixo no lugar apropriado, jamais fazer pichações e evitar barulhos que possam perturbar os moradores do local.

Fonte

29.6.11

Mais Dicas de Econimia, por Fabiana Vaz

Postado por Autora Paula R. Cardoso Bruno |

Temos a honra de receber no nosso blog mais uma matéria da Cientista Econômica e Contábil Fabiana Vaz de Almeida, formada pela Universidade Federal de Mato Grosso e pela Unigran.

Ela estará conosco todas as segundas, aproveitem as suas dicas.

Bjkas.
Paulinha


 
Dicas de Economia
Planejamento e organização são itens essenciais para uma boa rotina financeira. Fazermos nosso orçamento doméstico é muito útil para nos planejarmos, no entanto organização é fundamental, para isso precisamos fazer um calendário de pagamentos, faça algo agradável aos olhos, assim será mais fácil realizar o seu controle.
Ainda que o calendário seja muito útil, ele não será o suficiente se você não mapear todas as suas despesas e principalmente se você não tiver um controle dos boletos recebidos e das contas já pagas, fique atenta, pois alguns boletos podem estar direto no Débito Automático ou mesmo no Débito Direto Autorizado e se você não fizer sua contabilidade pessoal, terá problemas com possíveis contas indevidas ou até mesmo a ausência de pagamento das mesmas.
Se você administrar sua vida financeira, assim como administra uma empresa, terá tudo organizado, para qualquer eventualidade, e para isso que tal fazer um arquivo com todas as contas e seus respectivos comprovantes de pagamento.
Pode até parecer bobagem, mas essas pequenas dicas podem fazer a diferença em seu planejamento e organização financeira, bem como todos os comprovantes de pagamentos são documentos e você pode precisar dele, ainda que ocasionalmente. Se você preferir, opte pelo arquivamento digital, é prático e muito acessível.
Para facilitar ainda mais, você pode listar todos os seus compromissos, com a previsão de data de entrega da guia de pagamento, a forma de recebimento dessa guia, o vencimento e a forma que você utiliza para efetuar esse pagamento, você poderá acrescentar essas informações em seu calendário, assim se vir a ocorrer a não entrega da guia, você saberá exatamente o vencimento e adotar os procedimentos para efetuar o pagamento dentro do seu planejamento financeiro.
É importante que se tenha em mente, que tudo isso são rotinas financeiras, portanto isso é um acompanhamento diário, você deverá fazer isso diariamente, evitando qualquer transtorno futuro. Estabeleça um horário na sua agenda e faça isso diariamente, com o tempo isso se tornará um hábito.
São coisas simples, mas que te auxiliará e muito no controle de suas finanças. Mas não se esqueça, que tudo isso depende exclusivamente de você, somente você poderá fazer a diferença em sua vida. Portanto faça valer a pena, e viva intensamente.

Fabiana Vaz de Almeida

29.6.11

A Importância da Leitura

Postado por Autora Paula R. Cardoso Bruno |

A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a "compreender" o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro, enfim, em todos estes casos estamos, de certa forma, lendo - embora, muitas vezes, não nos demos conta.
A atividade de leitura não corresponde a uma simples decodificação de símbolos, mas significa, de fato, interpretar e compreender o que se lê. Segundo Angela Kleiman, a leitura precisa permitir que o leitor apreenda o sentido do texto, não podendo transformar-se em mera decifração de signos linguísticos sem a compreensão semântica dos mesmos.
Nesse processamento do texto, tornam-se imprescindíveis também alguns conhecimentos prévios do leitor: os linguísticos, que correspondem ao vocabulário e regras da língua e seu uso; os textuais, que englobam o conjunto de noções e conceitos sobre o texto; e os de mundo, que correspondem ao acervo pessoal do leitor. Numa leitura satisfatória, ou seja, na qual a compreensão do que se lê é alcançada, esses diversos tipos de conhecimento estão em interação. Logo, percebemos que a leitura é um processo interativo.
Quando citamos a necessidade do conhecimento prévio de mundo para a compreensão da leitura, podemos inferir o caráter subjetivo que essa atividade assume. Conforme afirma Leonardo Boff,
cada um lê com os olhos que tem. E interpreta onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender o que alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isto faz da leitura sempre um releitura. [...] Sendo assim, fica evidente que cada leitor é co-autor.
A partir daí, podemos começar a refletir sobre o relacionamento leitor-texto. Já dissemos que ler é, acima de tudo, compreender. Para que isso aconteça, além dos já referidos processamento cognitivo da leitura e conhecimentos prévios necessários a ela, é preciso que o leitor esteja comprometido com sua leitura. Ele precisa manter um posicionamento crítico sobre o que lê, não apenas passivo. Quando atende a essa necessidade, o leitor se projeta no texto, levando para dentro dele toda sua vivência pessoal, com suas emoções, expectativas, seus preconceitos etc. É por isso que consegue ser tocado pela leitura.
Assim, o leitor mergulha no texto e se confunde com ele, em busca de seu sentido. Isso é o que afirma Roland Barthes, quando compara o leitor a uma aranha:
[...] o texto se faz, se trabalha através de um entrelaçamento perpétuo; perdido neste tecido - nessa textura -, o sujeito se desfaz nele, qual uma aranha que se dissolve ela mesma nas secreções construtivas de sua teia.
Dessa forma, o único limite para a amplidão da leitura é a imaginação do leitor; é ele mesmo quem constrói as imagens acerca do que está lendo. Por isso ela se revela como uma atividade extremamente frutífera e prazerosa. Por meio dela, além de adquimirmos mais conhecimentos e cultura - o que nos fornece maior capacidade de diálogo e nos prepara melhor para atingir às necessidades de um mercado de trabalho exigente -, experimentamos novas experiências, ao conhecermos mais do mundo em que vivemos e também sobre nós mesmos, já que ela nos leva à reflexão.
E refletir, sabemos, é o que permite ao homem abrir as portas de sua percepção. Quando movido por curiosidade, pelo desejo de crescer, o homem se renova constantemente, tornando-se cada dia mais apto a estar no mundo, capaz de compreender até as entrelinhas daquilo que ouve e vê, do sistema em que está inserido. Assim, tem ampliada sua visão de mundo e seu horizonte de expectativas.
Desse modo, a leitura se configura como um poderoso e essencial instrumento libertário para a sobrevivência do homem.
Há entretanto, uma condição para que a leitura seja de fato prazerosa e válida: o desejo do leitor. Como afirma Daniel Pennac, "o verbo ler não suporta o imperativo". Quando transformada em obrigação, a leitura se resume a simples enfado. Para suscitar esse desejo e garantir o prazer da leitura, Pennac prescreve alguns direitos do leitor, como o de escolher o que quer ler, o de reler, o de ler em qualquer lugar, ou, até mesmo, o de não ler. Respeitados esses direitos, o leitor, da mesma forma, passa a respeitar e valorizar a leitura. Está criado, então, um vínculo indissociável. A leitura passa a ser um imã que atrai e prende o leitor, numa relação de amor da qual ele, por sua vez, não deseja desprender-se. 

27.6.11

Maçãs preservam a massa muscular

Postado por Autora Paula R. Cardoso Bruno |


O enfraquecimento muscular é uma companhia ruim e constante no processo de envelhecimento e também em várias doenças. Dependendo do grau de depleção muscular, aumenta o risco de quedas e o tempo de internação hospitalar.  Hoje são conhecidos 63 genes responsáveis pela diminuição da massa magra, em camundongos e 29 genes, em seres humanos. A indústria farmacêutica vem pesquisando formas de inibir a ativação de tais genes. Mas o que sabe hoje é que o ácido ursólico, composto naturalmente presente em maçãs tem esta capacidade. Em estudo publicado na revista Cell Metabolism o ácido ursólico também diminuiu a resistência à insulina, a glicemia, o colesterol e os triglicerídeos. O estudo mostra mais uma vez que uma dieta balanceada é fundamental à saúde, já que muitos outros compostos como o ácido ursólico, mas que ainda são desconhecidos para nós, devem possuir efeitos favoráveis que vão além do teor de vitaminas e minerais presentes.

26.6.11

A importância das vitaminas do complexo B no esporte

Postado por Autora Paula R. Cardoso Bruno |



As vitaminas do complexo B são as maiores responsáveis pela manutenção da saúde emocional e mental do ser humano.
O complexo B compreende diversas substâncias que apresentam as características de se diferenciarem em sua estrutura química, em suas ações biológicas e terapêuticas e no teor de suas necessidades nutricionais.A característica em comum é que são hidrossolúveis e que suas fontes habituais são representadas por carnes, cereais, sementes, entre outros.

As vitaminas do complexo B ajudam a manter a saúde dos nervos, pele, olhos, cabelos, fígado e boca, assim como a tonicidade muscular do aparelho gastrintestinal.

As vitaminas do complexo B atuam geralmente como parte de coenzimas para participar com as enzimas, do início e do controle de vários processos metabólicos, especialmente aqueles relacionados ao metabolismo energético. Uma enzima não pode funcionar sem sua coenzima específica. Também podem ser úteis nos casos de depressão e ansiedade.

Vitamina B1 (Tiamina)

A tiamina melhora a circulação e ajuda a produção de ácido clorídrico, a formação de sangue e o metabolismo de carboidratos. A tiamina é importante para o sistema energético, crescimento e capacidade de aprendizado, sendo também necessária para a tonicidade muscular normal dos intestinos, estômago e coração. Os atletas com aumento do gasto energético podem ter suas necessidades totais de tiamina aumentadas. A deficiência desta vitamina pode causar aumento nos níveis de lactato do sangue mesmo com a ingestão adequada de carboidratos, comparando com indivíduos bem nutridos. A tiamina atua na formação de energia, sendo a coenzima nas reações que implicam na remoção de dioxido de carbono.

Vitamina B2 (Riboflavina)

A riboflavina é necessária para a formação de hemácias, produção de anticorpos, respiração celular e crescimento. Alivia a fadiga ocular (vista cansada) e é importante na prevenção e tratamento da catarata. Participa do metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas.

Vitamina B3 (Niacina, Niacinamida, Ácido Nicotínico)

A vitamina B3 é necessária para a circulação adequada e pele saudável. Vitamina B3 ajuda no funcionamento do sistema nervoso, no metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas e na produção de ácido clorídrico para o sistema digestivo. A niacina reduz o colesterol e melhora a circulação.

Vitamina B5 (Ácido Pantotênico)

Conhecido como a vitamina "antiestresse", o ácido pantotênico atua na produção dos hormônios supra-renais e na formação de anticorpos. A utilização de vitaminas auxilia na conversão de lipídeos, carboidratos e proteínas em energia. Esta vitamina é necessária para produzir esteróides vitais e cortisona na glândula supra-renal e é um elemento essencial da coenzima A.

Vitamina B6 (Piridoxina)

A piridoxina participa de mais funções orgânicas do que qualquer outro nutriente isolado. Muitas reações do metabolismo geral são dependentes da piridoxina. É importante tanto para a saúde física quanto a saúde mental.

Vitamina B7 (Colina)

A colina é necessária à transmissão nervosa, regulação biliar e funcionamento do fígado. Minimiza o excesso de gordura no fígado, ajuda a produção de hormônio e é necessária ao metabolismo de lipídeos e colesterol. Sem colina o funcionamento do cérebro e memória ficam prejudicados.

Vitamina B8 (Biotina)

A biotina ajuda no crescimento celular, produção de ácidos graxos, metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas e utilização das vitaminas do complexo B. Quantidades suficientes são necessárias para a saúde dos cabelos e pele. A biotina pode evitar a queda de cabelos em alguns homens.

Vitamina B9 (Ácido Fólico)

Considerado um alimento para o cérebro, o ácido fólico é necessário à produção de energia e formação das hemácias.

Vitamina B10 (PABA - Ácido Paraminbenzóico)

O Paba é um dos constituintes básicos do ácido fólico e também auxilia a utilização do ácido pantotênico. Este antioxidante ajuda a proteger contra queimaduras do sol e câncer de pele, atua como coenzima na quebra e utilização de proteína e ajuda a formação de hemácias.

Vitamina B12 (Cianocobalamina)

A vitamina B12 é necessária na prevenção da anemia. Auxilia na formação e longevidade das células. Essa vitamina também é necessária à digestão apropriada, absorção dos alimentos, síntese de proteínas e metabolismo de carboidratos e lipídeos. Além disto, a vitamina B12 previne danos aos nervos, mantém a fertilidade e promove o crescimento e desenvolvimento normais. É essencial para o funcionamento da célula, principalmente no trato gastrointestinal, medula óssea e tecido nervoso. É necessária para a formação de DNA e afeta a formação de mielina.

25.6.11

Dificuldade para engordar

Postado por Autora Paula R. Cardoso Bruno |


É incrível, mas existem muitas pessoas que fazem de tudo para engordar e não conseguem! Parece mentira, mas nos últimos meses eu recebi pelo menos um dúvida por dia me questionando o que fazer para engordar.
Tem muita gente querendo emagrecer e outros querendo engordar. O que essa minoria tem de especial para ser diferente da maior parte da população? Escuto muitos comentários de raiva sobre as pessoas que passam o dia todo mastigando e não engordam uma grama. A explicação para tudo isso é o famoso metabolismo!  Metabolismo é o nosso gasto energético em repouso, ou seja, sabe quando você acorda e só abre os olhos? Nesse momento o coração está batendo, você está respirando e todos os órgãos funcionando. Para isso existe um gasto energético e esse é o nosso metabolismo. Já nascemos com ele, mas conseguimos sim modificá-lo!
Mas hoje eu escrevo especialmente para quem quer ganhar peso. Para essas pessoas valem a explicação da balancinha também. O nosso peso é o resultado do que comemos e gastamos. Se essas pessoas gastam mais energia é óbvio que elas precisam consumir mais, mas será que é batata frita, sorvetes de massa, balas o dia todo? É claro que não! Não é porque são magros que não irão desenvolver uma doença crônica como colesterol ruim alto ou mesmo hipertensão e diabetes. Vale todo o conceito do artigo de alimentação saudável para essas pessoas. A diferença é que elas vão consumir mais vezes ao dia e muitas vezes o consumo de suplementos alimentares irão ajudá-los. Só é possível saber qual suplemento alimentar é mais indicado passando em consulta com um profissional nutricionista. Cada um é um indivíduo diferente e não dá para generalizar um suplemento para todo mundo. Cada pessoa tem um ritmo de vida diferente o que faz cada pessoa ter uma necessidade energética e nutricional diferente da outra.
Segue algumas dicas que irão ajudá-los a escolher melhor o consumo de alimentos energéticos e saudáveis.
- o abacate é uma excelente opção! Ele possui uma gordura maravilhosa e fibras solúveis que vão ajudar no aumento energético e ainda regularizará o trânsito intestinal, possue prebióticos (alimento para as bactérias benéficas do intestino), inibe a oxidação do colesterol ruim e aumenta o colesterol bom.  Dica de consumo: o abacate fica muito bom na vitamina, ou em pedaços com limão, fazendo uma pasta salgada de abacate amassado com limão, sal e um pouquinho de alho, e uma novidade para o hábito brasileiro, mas uma delícia, é colocar pedaços de abacate no lanche natural. Imperdível!
- comer os alimentos integrais como aveia, granola, biscoitos integrais, pães integrais mais vezes ao dia.
- comer porções de oleaginosas como nozes, castanhas, amêndoas, macadâmia.
- colocar azeite no prato de comida para aumentar o valor energético.
- não pode esquecer dos vegetais e frutas devidos nutrientes importantes necessários para o bom funcionamento do organismo.
- A musculação ajudará muito no ganho de músculos (massa magra). Mas para ter uma resposta positiva precisa de uma alimentação adequada em nutrientes, protéinas e carboidratos.
- Coma algum carboidrato uns 30 a 60 min antes de dormir, como uma banana amassada com aveia, cacau em pó e mel, ou mesmo uma vitamina. Não pode ser nada muito pesado para não atrapalhar o sono.
- Não esquecer da hidratação, fracionamento de 6 a 8 refeições por dia e mastigação lenta.
Fácil não é, mas gostoso com certeza!!!! Agora se a pessoa ficar comendo só fritura e gordura não irá ganhar peso districuído pelo corpo e sim mais na região abdominal. Invista em saúde! E sempre procure um profissional nutricionista para ter um plano alimentar individualizado e personalizado!

24.6.11

Leia as 10 primeiras páginas de Destino

Postado por Autora Paula R. Cardoso Bruno |


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23.6.11

Infecção Urinária - Cistite

Postado por Autora Paula R. Cardoso Bruno |

Cistite é o nome da infecção urinária que acomete a bexiga, normalmente causada pela a bactéria E.coli. Saiba como ela surge, quais os seus sintomas e descubra quais seus tratamentos, incluindo informações sobre a eficácia da pílula de cranberry.

Vamos falar de
infecção urinária, uma doença extremamente comum, principalmente no sexo feminino. 60% das mulheres adultas, já tiveram ou terão pelo menos 1 episódio de infecção do trato urinário (ITU) durante a vida.

Existem 2 tipos de infecção urinária:


Cistite
= infecção da bexiga.
Pielonefrite
= infecção dos rins
Na verdade existe um 3º tipo, que é a uretrite, causada em geral pelas doenças sexualmente transmissíveis. Mas isso é assunto para outro tópico.

A cistite é portanto uma inflamação da bexiga e da uretra, causada na imensa maioria dos casos por uma infecção bacteriana.


Enquanto a cistite é uma doença simples, a pielonefrite, que é a infecção dos rins, pode levar a sepse  e consequentemente a morte por infecção generalizada. Em geral, a pielonefrite ocorre quando as bactérias que estão na bexiga conseguem subir até os rins através dos ureteres.

Cistite - Sistema urinário
Rins e vias urinárias  (clique para ampliar)
Veja a foto do trato urinário ao lado e a baixo para entender melhor sua anatomia.

Enquanto homens, em geral, só apresentam infecções urinárias nos extremos de idade (Crianças pequenas e idosos), as mulheres passam a vida inteira sob o risco de infecção.

Para descobrir o porquê dessa diferença é necessário entender um pouco da nossa anatomia e da fisiopatologia da doença.

A primeira informação importante é que mais de 80% das ITU são causadas por uma bactéria que vive no nosso intestino, chamada de Escherichia coli (E.coli). A infecção ocorre quando por algum motivo essas bactérias que deveriam permanecer no trato intestinal conseguem colonizar a região ao redor da vagina, penetrar na uretra e alcançar a bexiga. A E.coli é a mais comum, porém, várias outras bactérias do trato intestinal podem também causar cistite .


Cistite - Sistema genito-urinário feminino
Bexiga e uretra na mulher  (clique para ampliar)
Olhem nas figuras ao lado a anatomia do trato urinário inferior do homem e da mulher. Reparem em 2 fatos. Primeiro, a entrada da uretra na mulher fica muito mais próximo do ânus do que nos homens. Segundo, a uretra do homem é mais extensa, fazendo com que a E.coli tenha que percorrer um caminho maior até chegar a bexiga. Vejam como é muito mais fácil para bactérias do ânus alcançarem a vagina do que o pênis.

Por motivos óbvios, sexo anal, hétero ou homossexual, é um fator de risco de infecção urinária em homens, já que elimina essa proteção anatômica do sexo masculino. A uretra do pênis fica em contato direto com as bactérias intestinais.


Trato gênito-urinário masculino
Bexiga e uretra no homem (clique para ampliar)
Você já deve ter pensado:

- Bom, se a cistite é causada quando uma bactéria normalmente encontrada nas fezes, coloniza a região vaginal, é só eu lavar bastante minha vagina para matar essas intrusas e impedir a infecção. A cistite é, portanto, uma doença de gente que não se lava direito.


O problema é que em medicina nem sempre o mais lógico é o que acontece.


O fato é que a vagina das mulheres apresenta sua própria flora de bactérias. Para uma bactéria vinda do ânus colonizar essa região, ela precisa competir com as que já vivem no local. Quando se faz uma higiene íntima excessiva ou usamos produtos anti-sépticos, matamos a flora natural da vagina, facilitando muito o processo de colonização de germes que estão a chegar. O que a E.coli mais quer ao chegar na região em volta da vagina é poder se multiplicar à vontade sem ter que "brigar" com outras bactérias por espaço e alimento.


Ter cistite não significa ter maus hábitos de higiene. Na verdade, os 2 extremos favorecem a infecção urinária: pouca higiene ou muita higiene.


Então, como evitar infecções urinárias?


- Higiene íntima com moderação. Deve-se dar atenção a limpeza após as evacuações, que devem sempre ser feitas na direção contrária a vagina. Deve-se evitar de levar bactérias para perto da vagina.


- NUNCA realizar ducha vaginal. Esse procedimento empurra as bactérias em direção à bexiga e favorece o aparecimento de cistite.

- Dê preferência ao chuveiro. Evite tomar banhos em banheiras.
- Evite desodorantes em spray na área genital ou qualquer outro produto de limpeza que possa irritar a vagina.
- Sempre urinar após relação sexual. O coito favorece a entrada das bactérias na uretra.
- Ingerir bastante líquidos para urinar com frequência e expulsar as bactérias da bexiga e uretra.
- Não usar camisinha que contenham espermicidas, pois elas não são mais efetivas e ainda aumentam o risco de cistites.
- Uso indiscriminado de antibióticos também pode alterar a flora natural da vagina e facilitar infecções.
- Mulheres na menopausa devem usar cremes vaginais a base de estrogênio para reduzir o ressecamento da mucosa vaginal.

Como a cistite é pouco comum em homens adultos, sempre que este diagnóstico for feito, deve-se investigar alguma alteração na anatomia urinária que esteja predispondo esta infecção.


Quais são os fatores de risco para cistite?

- Diabetes

- Vida sexual ativa. Quanto mais relações sexuais por semana, maior o risco.
- Fatores genéticos e história familiar de cistite
- Novo parceiro sexual.
- Presença de sonda vesical
- Incontinência urinária

Quais são os sintomas da cistite?

A irritação da bexiga causa alguns sintomas típicos:


- Ardência ao urinar, chamado de disúria
- Urgência para urinar e dificuldade de segurar a urina 
- Vontade de urinar mesmo com a bexiga vazia
- Sensação de peso na barriga
- Presença de sangue na urina, chamado de hematúria

Febre baixa e dor lombar também podem ocorrer, porém, sempre que esses sintomas surgirem deve-se pensar em pielonefrite, principalmente se a febre for alta e associada a vômitos, perda de apetite e mal estar geral.


Algumas pessoas associam uma urina com cheiro forte à infecção urinária. Isso na maioria das vezes não é real. A principal causa de cheiro forte é urina muito concentrada. Se sua urina está com um amarelo muito forte e com mal cheiro, você deve ingerir mais líquidos. Normalmente isso resolve o problema e ajuda evitar a formação de cálculos renais.


Em homens jovens com disúria é sempre importante pensar em DST como diagnóstico diferencial, já que estas são mais comuns do que cistites.


Em homens idosos, doenças da próstata podem causar sintomas semelhantes, além de serem um fator risco para própria infecção urinária .


Diagnóstico da cistite


Na imensa maioria dos casos o diagnóstico é clínico. A maioria dos médicos prescreve tratamento sem solicitar nenhum tipo de exame. Se houver facilidade, pode-se solicitar uma rápida análise de urina para confirmar a presença de pus.

O exame definitivo para infecção urinária é a cultura de urina. Porém, como esta demora de 2 a 3 dias para ficar pronta e o quadro clínico costuma ser muito característico, na cistite este se torna um exame quase sempre desnecessário. A urocultura é muito mais importante na pielonefrite do que na cistite .
Nos casos de cistite de repetição, infecções em homens ou quando o há dúvidas em relação ao diagnóstico, aí sim, a urocultura é importante.
Não se deve pedir urocultura em pessoas sem sintomas (exceto grávidas. Explico mais a frente). Algumas pessoas apresentam bactérias em sua urina sem necessariamente desenvolver cistite. Este quadro é chamado de bacteriúria assintomática. Portanto, não se pede urocultura e não se indica tratamento para pessoas sem sintomas de infecção urinária. O tratamento destes casos não traz benefício nenhum e ainda facilita o desenvolvimento de bactérias resistentes aos antibióticos.

Tratamento da cistite


Toda cistite deve SEMPRE ser tratada com antibióticos, para evitar recorrências e evolução para pielonefrite. Em geral, apenas 3 dias são suficientes. As drogas mais usadas são o Bactrim® (Sulfametoxazol + Trimetoprima), um dos antibióticos da família das quinolonas (ciprofloxacina ou norfloxacina, em geral), um derivado de penicilina (por 5 dias) ou nitrofurantoína (por 7 dias).

Em homens, o tratamento deve ser feito sempre por 7 dias, no mínimo.
Alguns medicamentos muito prescritos para cistites como o Cystex e a Pyridium não têm efeito antibiótico e servem apenas para aliviar temporariamente os sintomas da infecção urinária. Para tratar de verdade a cistite é preciso eliminar a bactéria, e isso só é possível com antibióticos.
A despeito de todos os cuidados listados neste texto, algumas mulheres apresentam infecções urinárias de repetição. São em geral pessoas com predisposição genética. Algumas dessas se beneficiam com a tomada de 1 comprimido de antibiótico após as relações sexuais. Nos casos mais graves, com várias ITUs por ano, pode ser necessário cursos longos (até 1 ano) de antibióticos.
Para quem gosta de medicamentos naturais, uma frutinha chamada de Cranberry (oxicoco em português), da família das amoras, comprovadamente reduz o risco de infecções. Pode-se tomar o suco ou comprar pílulas já à venda em algumas farmácias.
Outra opção para prevenção da cistite é o Uro-Vaxom, uma espécie de vacina com 16 cepas diferentes de E.coli. Parece que o uso por 3 meses deste medicamento, reduz a ocorrência de cistites. É importante salientar que essa droga só funciona para aqueles que tem infecções de repetição pelo E.coli.

Infecção urinária em grávidas

A presença de infecção urinária em grávidas está associado a parto prematuro e bebês com baixo peso ao nascimento. Mesmo as gestantes com bacteriúria assintomática devem ser tratadas.
As quinolonas (ciprofloxacina e norfloxacina) são contra-indicadas na gravidez e o Bactrim deve ser evitado, principalmente no primeiro trimestre.
As melhores escolhas são a nitrofurantoína, fosfomicina ou amoxacilina + ácido clavulânico.

23.6.11

Entenda o Exame de Urina

Postado por Autora Paula R. Cardoso Bruno |

O exame de urina é usado como método diagnóstico complementar desde o século II. Trata-se de um exame indolor e de simples coleta, o que o torna muito menos penoso para os pacientes do que as análises de sangue, que só podem ser colhidas através de punção da veia com agulhas.

A avaliação da urina pode nos fornecer pistas importantes sobre doenças sistêmicas, nomeadamente doenças renais.


As 3 análises de urina mais comuns são:


- EAS (elementos anormais do sedimento) ou urina tipo I

- Urina de 24 horas 
- Urinocultura (urocultura)

Este texto é para ajudar na compreensão dos resultados das análises de urina. De modo algum o paciente deve interpretá-las sem a ajuda de um médico.


Exame de urina - EAS
Tiras de EAS
1) EAS ou urina tipo I

O EAS é o exame de urina mais simples. Colhe-se 40-50 ml de urina em um pequeno pote de plástico. Normalmente solicitamos que se use a primeira urina da manhã e que se despreze o primeiro jato. Essa pequena quantidade de urina serve para eliminar as impurezas que possam estar no canal urinário. Em seguida enche-se o recipiente com o jato do meio.

Não é obrigatório que seja a primeira urina do dia.

A urina deve ser colhida idealmente no próprio laboratório, pois quanto mais fresca estiver, mais confiável são seus resultados. Um intervalo de mais de 2 horas entre a coleta e a avaliação normalmente invalidam qualquer resultado, principalmente se urina não tiver sido mantida sob refrigeração.
Exame de urina
O EAS é divido em 2 partes. A primeira é feita através de reações químicas e a segunda por visualização de gotas da urina pelo microscópio.

Na primeira parte mergulha-se na urina uma fita (dipstick) como as que estão na foto do início do texto e ao lado. Cada fita possuiu vários quadradinhos coloridos compostos por substâncias químicas que reagem com determinados elementos da urina. Esta parte é tão simples que pode ser feita no próprio consultório médico.

Exame de urinaApós 1 minuto, compara-se a cores dos quadradinhos com uma tabela de referência que costuma vir na embalagem das próprias fitas do EAS.

Exame de urinaAtravés destas reações e com o complemento do exame microscópico, podemos detectar a presença e a quantidade dos seguintes dados da urina:

- Densidade
- pH
- Glicose
- Proteínas
- Hemácias (sangue)
- Leucócitos
- Cetonas
- Urobilinogênio e bilirrubina
- Nitrito
- Cristais
- Células epiteliais e cilindros

Os resultados do dipstick são qualitativos e não quantitativos. A fita identifica a presença dessas substâncias, mas a quantificação é apenas aproximada. O resultado é normalmente fornecido em uma graduação de cruzes de 0 a 4.

Vamos, então, aos valores de referência:

a) Densidade:

A densidade da água pura é igual a 1000. Quanto mais próximo deste valor, mais diluída está a urina. Do mesmo modo, quanto mais afastado, mais concentrada ela está. Os valores normais variam de 1005 a 1035.

A densidade indica a concentração das substâncias sólidas diluídas na urina. Quanto menos água houver na urina, menos diluída ela estará e maior será sua densidade.

Urina com densidade próxima de 1030 indica desidratação. São muito amareladas e normalmente possuem odor forte

b) pH:

A urina é naturalmente ácida, pois o rim é o principal meio de eliminação dos ácidos do organismo. Enquanto que o pH do sangue está em torno de 7,4, o pH da urina varia entre 5,5 e 7,0

Valores maiores ou igual 7 podem indicar presença de bactérias que alcalinizam a urina. Valores menores que 5,5 podem indicar acidose no sangue ou doença nos túbulos renais.

O valor mais comum é um pH por volta de 5,5-6, porém, mesmo valores acima ou abaixo dos descritos podem não necessariamente indicar alguma doença. Este resultado deve ser interpretado pelo seu médico.

c) Glicose:

Toda a glicose que é filtrada nos rins, é reabsorvida de volta para o sangue pelo túbulos renais. Deste modo, o normal é não apresentar evidências de glicose na urina.

Os doentes com diabetes mellitus costumam apresentar glicose na urina. Como a quantidade de açúcar no sangue está muito elevada, o rim acaba recebendo e filtrando também uma grande quantidade deste. O problema é que a partir de valores de glicemia acima de 180-200 mg/dL a capacidade de reabsorção do túbulo renal é ultrapassada, e o paciente acaba perdendo glicose na urina

Já a presença de glicose na urina sem que haja diabetes costuma ser um sinal de doença nos túbulos renais.

Portanto, só há glicose na urina se houver excesso desta no sangue ou se houver doença nos rins.

d) Proteínas:

A maioria das proteínas não são filtradas pelo rim, e por isso, em situações normais, não devem estar presentes na urina. Na verdade, existe apenas uma pequena quantidade de proteínas na urina, mas são tão poucas que não costumam ser detectadas pelo teste da fita. Portanto, o normal é a ausência de proteínas.

Existem 2 maneiras de se apresentar o resultado: em cruzes ou uma estimativa em mg/dL:

Ausência = menos que 10 mg/dL ou 0,05 g/L (valor de referência habitual)
Traços = entre 10 e 30 mg/dL
1+ = 30 mg/dl
2+ = 40 a 100 mg/dL
3+ = 150 a 350 mg/dL
4+ = Maior que 500 mg/dL

A presença de proteínas na urina se chama proteinúria, pode indicar doença renal e deve ser sempre investigada

e) Hemácias na urina / hemoglobina na urina / sangue na urina:

Assim como nas proteínas, a quantidade de hemácias (glóbulos vermelhos) na urina é desprezível e não consegue ser detectada pelo exame da fita. Mais uma vez, os resultados costumam ser fornecidos em cruzes. O normal é haver ausência de hemácias (hemoglobina), ou seja, nenhuma cruz.

Como eu havia dito antes, a urina após o teste da fita, é examinada também em microscópio. Desta maneira, pode-se contar a quantidade de hemácias que estão presentes. Essa avaliação por microscópio é chamada de sedimentoscopia.

Através do microscópio consegue-se detectar qualquer presença de sangue, mesmo aquelas não detectadas pela fita. Neste caso os valores normais são descritos de 2 maneiras:

Menos que 3 a 5 hemácias por campo ou menos que 10.000 células por mL

A presença de sangue na urina chama-se hematúria, e pode ocorrer por diversos motivos, desde um falso positivo devido a menstruação, até infecções, pedras nos rins e doenças renais graves

Uma vez detectada a hematúria, o próximo passo é avaliar a forma das hemácias em um exame chamado de dismorfismo eritrocitário. Nem todo laboratório tem gente capacitada para executar esse exame. Por isso, muitas vezes ela não é feito automaticamente. É preciso o médico solicitar especificamente essa avaliação.

A presença de hemácias dismórficas, principalmente se em mais de 50%, indica uma doença dos glomérulos

f) Leucócitos ou piócitos

Os leucócitos (piócitos) são os glóbulos brancos, nossas células de defesa. A presença de leucócitos na urina costuma indicar que há atividade inflamatória nas vias urinárias . Em geral sugere infecção urinária, mas pode estar presente em várias outras situações, como traumas, drogas irritativas ou qualquer outra inflamação não causada por uma agente infeccioso. Podemos simplificar e dizer que leucócitos na urina significa pus na urina.

Como também são células, os leucócitos podem ser contados na sedimentoscopia. Valores normais estão abaixo dos 10.000 células por mL ou 5 células por campo

Alguns dipsticks apresentam um quadradinho para detecção de leucócitos, normalmente o resultado vem descrito como esterase leucocitária. O resultado normal é estar negativo.

g) Cetonas ou corpos cetônicos:

Os corpos cetônicos são produtos da metabolização das gorduras. Normalmente não estão presentes na urina. A sua detecção pelo dipstik pode indicar diabetes descompensado ou jejum prolongado.

f) Urobilinogênio e bilirrubina

Também normalmente ausentes na urina, podem indicar doença hepática (fígado) ou hemólise (destruição anormal das hemácias). A bilirrubina só costuma aparecer na urina quando os seus níveis sanguíneos ultrapassam 1,5 mg/dL.

g) Nitritos

A urina é rica em nitratos. A presença de bactérias na urina transforma esses nitratos em nitritos. logo, fita com nitrito positivos é um sinal da presença de bactérias. Nem todas as bactérias tem a capacidade de metabolizar o nitrato, por isso, nitrito negativo de forma alguma descarta infecção urinária.

Na verdade, o EAS apenas sugere infecção. A presença de hemácias, associado a leucócitos e nitritos positivos, fala muito a favor de infecção urinária, porém, o exame de certeza é a urocultura (explico mais abaixo).

A pesquisa do nitrito é feita através da reação de Griess, que é o nome dado a reação do nitrito com um meio ácido. Por isso, alguns laboratórios fornecem o resultado como Griess positivo ou Griess negativo, que é igual a nitrito positivo e nitrito negativo, respectivamente.

h) Cristais

Esse é talvez o resultado mais mal interpretado, tanto por pacientes como por alguns médicos. A presença de cristais na urina, principalmente de oxalato de cálcio, não tem nenhuma importância clínica. Ao contrário do que se possa imaginar, a presença de cristais não indica uma propensão a formação de cálculos renais.

Os únicos cristais com relevância clínica são:
- Cristais de cistina
- Cristais de magnésio-amônio-fosfato (estruvita)
- Cristais de tirosina
- Cristais de bilirrubina
- Cristais de colesterol

A presença de cristais de ácido úrico, se em grande quantidade, também deve ser valorizada.

i) Células epiteliais e cilindros

A presença de células epiteliais é normal. São as próprias células do trato urinário que descamam. Elas só tem valor quando presente em cilindros.

Como os túbulos renais são cilíndricos, toda vez que temos alguma substância em grande quantidade na urina, elas se agrupam em forma de um cilindro. A presença de cilindros indica que esta substância veio dos túbulos renais e não de outros pontos do trato urinário como a bexiga, ureter, próstata etc... Isto é muito relevante, por exemplo, nos casos de sangramento, onde um cilindro hemático indica o glomérulo como origem.

Os cilindros que podem indicar alguma alteração são:

- Cilindros hemáticos (sangue) = Indica glomerulonefrite
- Cilindros leucocitários = Indicam inflamação dos rins
- Cilindros epiteliais = indicam lesão dos túbulos
- Cilindros gordurosos = indicam proteinúria

Cilindros hialinos não indicam doença, mas pode ser um sinal de desidratação.

A presença de muco é inespecífica e normalmente ocorre pelo acúmulo de células epiteliais com cristais e leucócitos. Tem pouquíssima utilidade clínica. É mais uma obervação.

Em relação ao EAS (urina tipo I) é importante salientar que esta é uma análise que deve ser sempre interpretada. Os falsos positivos e negativos são muito comuns e não dá para se fechar qualquer diagnóstico apenas comparando os resultados com os valores de referência.

2) Urina de 24 horas

A urina de 24 horas é um exame cada vez menos necessário para avaliação das doenças renais. Porém, ainda é um exame muito solicitado, principalmente por médicos não nefrologistas.

A urina de 24 horas permite avaliar a excreção diária de substâncias na urina, além de calcular o clearance de creatinina . Este exame também serve para se quantificar a quantidade de proteínas perdida na urina.

Pode-se dosar várias substâncias em uma urina de 24 horas, porém na maioria dos casos os médicos avaliam apenas a albumina, proteínas totais e o clearance de creatinina.

Valores de referência:
- Albumina : menor que 30 mg/24 horas
- Proteínas totais : menor que 150 mg/ 24 horas
- Clearance de creatinina = entre 80 e 120 ml/min*
* este valor deve ser interpretado pelo seu médico

A urina de 24 horas é chata de ser colher e atrapalha muito o dia, principalmente para as pessoas ativas. Além disso, a maioria dos doentes não consegue realizar um coleta correta. Sempre há alguém que durante algum momento do dia esquece de colher a urina. Para não ter que começar tudo de novo, muitas vezes o doente simplesmente omite este fato do médico e entrega a urina incompleta.

Quando não se colhe corretamente, o exame não tem valor nenhum. E existe como o médico descobrir através de simples cálculos se o doente colheu a urina corretamente ou não.

Como a maioria dos resultados da urina de 24 horas podem ser obtidos através de outros exames com apenas uma amostra de urina, esse tipo de análise tende a cair em desuso.


3) Urocultura (urinocultura)

A cultura de urina é o exame escolhido para o diagnóstico das infecções urinárias . O EAS pode até sugerir uma infecção, mas o exame que estabelece o diagnóstico é a urocultura.

A urocultura além de identificar qual a bactéria responsável pela infecção, também nos oferece informações sobre quais antibióticos que são eficazes ou não para esta determinada bactéria.

O grande problema da cultura de urina é que se leva pelo menos 48 horas para a bactéria poder ser identificada. Como as cistites são tratadas com apenas 3 dias de antibiótico, muitas vezes o resultado do exame só sai depois que o quadro já está tratado. Se o quadro clínico for sugestivo e o EAS compatível, não é preciso solicitar urocultura.

A urocultura é importante para aqueles casos de pielonefrite  ou para aquelas cistites de difícil tratamento e que respondem mal aos antibióticos mais comuns.

É importante lembrar que não adianta colher a urocultura se o antibiótico já tiver sido iniciado. Neste caso a urina já está rica em anti-bacterianos, o que impede o crescimento das bactérias no laboratório.

Caso seja a vontade do médico confirmar a cura de uma infecção, a cultura de urina deve ser colhida 7 dias após o término do antibiótico.

- Em casos de infecção urinária, normalmente temos mais 100.000 UFC/ml.
- Valores entre 10.000 e 100.000 UFC/ml em geral também indicam infecção.
- Valores menores que 10.000 UFC/ml indicam contaminação da urina por outras bactérias. Porém, em selecionados casos, mesmo uma contagem tão baixa pode ser compatível com infecção, principalmente se houver um quadro clínico compatível.

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