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21.2.12

Saudade do que nunca vivi...

Postado por Paula R. Cardoso Bruno |

Como algo que não me pertence pode doer no meu peito?
Como algo que não me pertence pode me fazer ofegar?
Coisas difíceis de mensurar.

Saudade do que nunca vivi...
Saudade do corpo que nunca toquei.

Saudade dos lábios que nunca beijei.
Saudade da voz que sequer nunca escutei.

Porque viver da ilusão que tive...
Da ilusão que construí...
Da felicidade que nunca me permiti...
É melhor que o nada que me tornei.

Saber dar a volta por cima é difícil
Mas não é impossível.
Difícil é aceitar
A saudade do que nunca vivi.

......................................... Paula R. Cardoso Bruno

3 comentários:

Fabiana disse...

Amei...vou compartilhar...

Alexandre Taissum disse...

Quem ainda não sentiu doer no peito, ofegou, sentiu saudades ou o gosto dos lábios, a doce voz sussurrante e o toque leve de quem nunca viu ao seu lado? Quem nunca viveu essa ilusão que um dia tomou o coração e o fez palpitar em momentâneos descompassos?
Quem nunca sonhou com um ser que nunca tocou?
Quem nunca se apaixonou por um mito, um virtual, um alguém do outro lado da realidade própria?
Então que atire as primeiras palavras, mas sem mentiras, sem a máscara da seriedade, sem o civilizado moral, sem o medo do grande mal e sem a fantasia do social.
Fica aberta a sessão da consciência livre... Creio que a Paulinha adoraria comentários a respeito do seu poema tão bem elaborado.
Beijões!

Paulinha disse...

Obrigado pela força, querido.

Bjkas.

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