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18.5.12

Asma nas Crianças.

Postado por Paula R. Cardoso Bruno |

Você conhece alguém que tem asma?
Quem tem criança asmática fica sempre de olho em tudo para evitar as crises.
Vamos saber um pouco mais sobre essa doença que afeta muita gente em todo país.


Cerca de 80% dos sintomas da doença ocorrem antes dos cinco anos de idade e em 90% dos casos é decorrente de alergias respiratórias. Felizmente, o mal pode ser controlado.



1. COMO A ASMA ATINGE AS CRIANÇAS?A doença causa inflamação crônica dos pulmões, na maioria das vezes motivada por alergias. Para desenvolvê-la, a criança precisa ter predisposição genética ou hereditária (histórico familiar do problema) e apresentar algum tipo de alergia. A primeira manifestação da asma acontece quando o pequeno entra em contato com substâncias que provocam reações alérgicas (fumaça de cigarro, cheiro forte de produtos químicos e ácaros) ou mesmo quando é acometido por uma gripe ou resfriado que acabam inflamando o trato respiratório (composto por boca, faringe, laringe, traquéia, brônquios e pulmões). Por isso, muita gente confunde asma com bronquite. A diferença entre elas é que, enquanto a primeira é causada por reações alérgicas e não tem cura, a segunda sempre é provocada por vírus ou bactérias, que desencadeiam inflamações nos brônquios, e pode ser curada.

2. ”OS CHIADOS” NO PEITO DO BEBÊ SÃO SINAIS DE ASMA?Nem sempre. Bebês com menos de dois anos muitas vezes desenvolvem um quadro de bronquite catarral que também pode causar os famigerados “chiados” no peito. Como os sintomas são semelhantes (tosse, chiadeira, falta de ar), ambas as doenças acabam se confundindo. Mas a bronquite catarral tem cura e não é de origem alérgica. Para diferenciar as duas condições, basta ao médico pedir exames detalhados que revelem com segurança se o problema que está acometendo seu filho e tirando seu sono é ou não asma.

3. É POSSÍVEL SABER SE UMA CRIANÇA TERÁ A DOENÇA ALGUM DIA? 
Não existe um exame capaz de identificar se uma pessoa terá ou não asma. O brônquio inflamado se contrai e dificulta a passagem de ar, gerando o famoso sibilo (chiado parecido com o ronronar dos gatos) e desencadeando os sintomas que surgem logo na primeira crise: tosse, chiadeira, falta de ar, rouquidão e sensação de aperto no peito. Em alguns casos, porém, dá para perceber se uma crise está por vir. Coceira no céu da boca, na garganta e coriza são alguns desses indícios.

4. A DOENÇA COSTUMA REGREDIR COM A IDADE?
Muitos pais acreditam que quando seu filho atingir a idade adulta não terá mais asma. Puro mito. O que acontece é que na infância os episódios de infecção, como gripes e resfriados, são mais freqüentes, o que facilita o surgimento das crises. Assim, parece que nessa fase a asma é mais intensa do que na vida adulta. Talvez as crises sejam menos comuns, mas não significa que houve cura ou mesmo diminuição dos níveis do problema. Vale lembrar que a asma não tem cura, mas pode ser controlada com o uso de medicamentos e a adoção de hábitos apropriados.

5. COMO REDUZIR A FREQÜÊNCIA DAS CRISES?
Os ambientes nos quais o indivíduo asmático vive devem ser limpos, arejados e livres de ácaros, objetos que acumulam pó (livros, bichos de pelúcia, carpete e cortinas), produtos químicos (removedores, inseticidas e desinfetantes), substâncias perfumadas (perfumes, cremes e talcos) e fumaça de cigarro. É importante que os colchões e travesseiros sejam antialérgicos, pois evitam o acúmulo e a proliferação de ácaros. Estresse e friagem também podem fazer com que a criança tenha um episódio da doença.

6. O QUE FAZER EM SITUAÇÕES CRÍTICAS?
O ideal é usar o broncodilatador, que tem ação rápida e é indicado pelo médico da criança. Eles podem ser aplicados em forma de “bombinhas” (ou nebulímetros), como esses remédios são conhecidos, ou inalação. As “bombinhas” são práticas, podem ser levadas a qualquer lugar, mas a criança precisa ser ensinada a manuseá-la corretamente e na hora certa. Seu uso é emergencial. Se mesmo assim o pequeno não melhorar, os pais devem levá-lo a um pronto-socorro.

7. QUAL É O TRATAMENTO DA ASMA INFANTIL?
Ele é igual ao indicado para os adultos. Como não há cura, o tratamento combate diretamente a causa que leva à asma, que geralmente é de origem alérgica. Além de pedir aos pais que propiciem um ambiente limpo e livre de agentes agressores, principalmente o quarto da criança, também é indicado o uso de vacinas específicas, que visam diminuir o grau de sensibilidade do asmático. Outra estratégia de combate eficaz é o uso dos medicamentos antiinflamatórios, ingeridos por via aérea (a pessoa inspira o remédio em pó), que atingem diretamente os pulmões, não viciam e são seguros do ponto de vista cardíaco. Mas eles levam meses para controlar a inflamação dos pulmões e as pessoas acabam deixando de usá-los diariamente.

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