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18.6.11

Dificuldade de deglutição - Disfagia

Postado por Paula R. Cardoso Bruno |

disfagia
A dificuldade pra engolir, conhecida como disfagia, pode ser conseqüência de inúmeras doenças que podem acometer em qualquer parte do sistema digestivo, desde a boca até o estômago. Pode acontecer em duas fases, a oral (quando compromete a mastigação e o ato de engolir) e a faríngea (que é involuntária, quando o alimento já foi engolido).
A disfagia não é uma doença, mas sim um sinal de algum mau funcionamento do esôfago (canal que leva a comida da boca até o estômago). Ela pode ser causada por distúrbios de ordem neurológicas, mecânicas, psicológicas e também pode decorrer do envelhecimento natural
Segundo estatísticas mundiais, a disfagia atinge 60% dos idosos que sofrem com doenças degenerativas, e de 30 a 40% daqueles que têm seqüelas decorrentes de AVC (derrame). O diagnóstico da disfagia é, em geral, realizado pelo fonoaudiólogo, através da avaliação funcional da deglutição.
Quando a pessoa tem disfagia, normalmente ela perde a satisfação em comer pela dificuldade de deglutição. Pode resultar, ainda, na entrada do alimento nas vias respiratórias, causando tosse, falta de ar e até mesmo pneumonia. Este contexto revela a importância do diagnóstico precoce para prevenção de pneumonia e desnutrição, além de desidratação.
O tratamento nutricional tem como objetivos prevenir a aspiração do alimento, e conseqüentemente, sufocamente e pneumonia; facilitar a deglutição, promovendo maior segurança e independência para o paciente; e manter ou recuperar seu estado nutricional, corrigindo possíveis desnutrição e desidratação.
Os alimentos devem ser modificados, conferindo maciez, como aquela encontrada em purês, mingaus e preparações liquidificadas, de acordo com a capacidade de deglutição do paciente. Devem ser também bem atraentes como uma refeição normal e nutricionalmente completa.
Os líquidos são o maior desafio no tratamento da disfagia, pois podem escorrer e atingir as vias aéreas (respiratórias), daí vem a necessidade de serem engrossados com espessantes. Os sucos podem substituir a água e melhorar o paladar, além de fornecer mais nutrientes e calorias. Os caldos e molhos lubrificam os alimentos, facilitando a deglutição e podem ajudar na mastigação.
Para um tratamento nutricional adequado, há necessidade não só de alterar a textura de alimentos sólidos e líquidos, como também garantir a ingestão de calorias e proteínas. Se a ingestão for insuficiente, talvez haja necessidade de utilização de suplementos hipercalóricos. Já as refeições frias, como iogurte e vitaminas, podem aliviar a dor provocada pelo distúrbio. Variar o cardápio é importante.
Os espessantes utilizados em pacientes disfágicos, modificam as características de consistência dos alimentos líquidos e semissólidos, quentes ou frios, permitindo uma deglutição mais segura por minimizar os riscos de aspiração.
O nutricionista pode garantir que a dieta permaneça palatável e nutricionalmente adequada, recomendando mudanças na consistência alimentar. As refeições pequenas e frequentes também podem estimular e aumentar a ingestão calórica e proteica. Alimentos e líquidos com textura modificada têm um papel importante na prevenção de complicações e melhora da qualidade de vida.

Diante disso, a dificuldade de engolir substâncias líquidas ou sólidas não deve ser negligenciada, mesmo que o problema pareça algo banal. Quanto mais cedo o distúrbio for diagnosticado, menos chances ele tem de provocar danos irreversíveis.

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